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Futuros para o Jornalismo: Do papel para o multimédia 17/04/2009

Posted by joaopc in artigos.
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O jornalismo é uma das actividades profissionais mais obrigadas à mudança. As “novas” (afinal, a internet já vai tendo umas boas duas décadas…) realidades de comunicação digital, a fuga em massa de leitores* e anunciantes dos formatos ditos clássicos para a world wide web e para redes cada vez mais móveis e imediatas, levanta desafios tremendos aos profissionais da informação e aos gestores dos mass-media.

E um deles, talvez o mais difícil, é conseguir acompanhar as tendências do público e os ritmos frenéticos da evolução tecnológica e mediática. Enquanto os gestores se afadigam para encontrar uma forma de aplicar à web um modelo eficaz de negócio, sem o qual o próprio jornalismo profissional estaria ainda mais ameaçado do que já está, os editores e os jornalistas procuram novas formas, mais atractivas e eficazes, de comunicar notícias, entrevistas ou reportagens.

Isto quando, ao mesmo tempo, engrossa a fileira dos editores e jornalistas independentes, que encontram nas novas tecnologias um meio fácil e barato de comunicar, opinar, entreter ou informar, bem como se alarga a rede de cidadãos privados produtores de conteúdos, que deixam cada vez mais de ser meros consumidores passivos de informação, arte ou entretenimento.

Enquanto unidade de produção e edição de conteúdos escritos para a web, também a Companhia da Palavra procura acompanhar as mudanças e estar atenta às tendências. Uma delas, para o jornalismo e não só, é a da comunicação multimédia, formato que pode combinar textos, gráficos, imagens, som ou vídeo e que a jornalista norte-americana Tracy Boyer expõe de forma bastante interessante neste slideshow, que serviu de base a um workshop:

* «A Internet entrou definitivamente nos hábitos dos portugueses. Quem o confirma é a Havas Digital, num estudo que aponta os fins-de-semana como período privilegiado para o acesso à rede, revelando uma proveniência crescente do acesso a partir de casa. De acordo com o documento, 70 por cento dos portugueses acedia à Internet diariamente, contra 52 por cento em 2006.(…)»

continua in tek.sapo (09-04-09)

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